- 2 de ago. de 2024

Eu sou a anunciação, o chamado ressoante,
o som forte das trombetas acordando os despertos.
Venho chamar os preparados, os que já fizeram as malas
- muitos de prontidão para a transição planetária.
Mas, calma, ninguém será esquecido, não há exclusão ou banimento;
a mudança não é extraterrestre, é um limiar de consciência.
Não sou o apocalipse, nem o juízo final. Sou o fim do prejuízo, o fim do adiamento,
o que tinha que ser pago já foi cobrado: sou a lei do retorno aplicada.
Sou o Julgamento, o guardião do portal, de olhos abertos às portas que você fechou.
Já é hora de sair da mortificação, soltar karmas e amarras de estimação,
jogar fora pesos que te enterram e venenos que sufocam.
Pactos e acordos não-cumpridos, já estão curtos e não te prendem mais.
Eu, o Julgamento, sou a ex-pressão do compromisso:
uma pressão que já não é mais, uma não-pressão, a liberação.
Não tenho nomes na lista, nem mesmo tenho lista de preferidos ou preteridos.
Todos são bem-vindos, o chamado é para todos – mas, você aceita?
Não sou o perdão ou a absolvição.
Olhe para seu autojulgamento. O juiz rigoroso não é Deus, é você!
Deus não te perdoa porque não te castiga. Você é quem se condena sem defensoria.
Eu te vejo na defensiva, desconfiado do céu ser bom demais para você.
Só aceita e vai. O convite é vitalício: não requer traje à rigor,
nem traje certo, nem rigor demasiado;
não é festa nem encontro, é retorno para a casa!
A casca não importa, sinta-se confortável de corpo e alma.
Eu sou o momento de intervenção divina, a mudança de dimensão.
Eu sou o soar da sirene, o alarme do fim do recreio:
hora de voltar à aula para aprender um pouco mais.
Sou o tempo tão esperado mas, que quando chega, poucos acreditam.
Sou seu lado iluminado que ascende à outra realidade.
Não uma vida nova, e sim, a mesma vida, a linha contínua de uma narrativa evoluída.
Eu, o Julgamento, sou o momento em que a vida te convida a um salto na Matrix;
mas essa parte da jornada se parece com uma escada:
não é elevador, são degraus em espiral.
Como um turbilhão de purificação você sobe,
embora pareça estar no mesmo lugar:
a evolução não é para cima, é para dentro.
- 31 de jul. de 2024

Bom dia, bom dia, muito bom dia! Um excelente dia, que lindo dia!
Muito prazer, eu sou o Sol, sou o brilho e o glamour, o centro magnético do universo!
Eu sou a saúde, a vitalidade, o viço, a vivacidade, sou a virtude, a novidade, a viabilidade.
Em mim, tudo é possível, pois sou alegre, apaixonado, sou amante e sou amado.
Eu sou quem eu sou, com muito orgulho e propriedade. Sou minha prioridade!
Sucesso e felicidade são apelidos e codinomes; mas não sou convencido, sou confiante. Eu me garanto!
As pessoas dizem que sou generoso: sou rei, soberano, onipresente, sempre à frente.
Sou o líder que abre caminhos, que abre o dia todos os dias para todos, sem distinção.
Sou distinto e mesmo que você não me veja, estarei de longe te olhando, te iluminando,
pois esse é meu trabalho – sou missionário.
Eu, o Sol, sou esfera ofuscante que toca o horizonte,
criador de todas as cores: sem mim, não haveria colorido.
Sou o disco distante, que queima e aquece como se estivesse bem perto;
sou o calor do cochilo, do aconchego do abraço,
do cochicho no ouvido e do beijo roubado.
Sou o Sol, a razão, a certeza, a convicção, a clareza.
Sou aquele que dá à luz todas as coisas; que lança luz a todas as dúvidas.
Exponho dívidas para não haver cobranças: olhar o problema é ver a solução.
Sou a lucidez, a visão da verdade; a esfera que enxerga o cosmos por inteiro.
Eu, o Sol, sou o sucesso, a posição que todos querem alcançar.
E eu te pergunto: - O que é Sucesso para você?
Sucesso não é estar no centro das atenções, mas estar certo das suas intenções.
Sucesso é estar no centro da vida: estar no eixo, e em equilíbrio com o entorno.
Sou o momento da vida em que você ocupa o palco e conquista a plateia.
E tudo passa em câmera lenta - todos os desafios valeram a pena!
Agora, tudo faz sentido: o aplauso no fim da peça é a última peça do quebra-cabeça.
Sucesso não é algo que você tem, é algo que você é.
Você já é um Sucesso!
Estou aqui para te convidar à celebração de mais um dia
Mesmo estando triste, alegre-se pela vida
Porque depois de um dia, nem sempre haverá outro.
- 29 de jul. de 2024

Olá, eu sou a Lua! O luminar celeste no limiar terrestre.
Sou o caminho não conhecido, e o desconhecido no caminho.
Eu sou de fases, e te ilumino, te intimido, te abalo;
domino as águas, as marés, e sob meus pés
sementes são plantadas, casos são contados,
serenatas são cantadas, encontros são cancelados.
Sou a Lua crescente depois da nova, que renova o humor e depois transborda;
sou a lua cheia da colheita, a lua exuberante da vitória.
Sou a lua dos enamorados e das boas histórias.
Sou também a lua da cura, a fase que mingua as doenças da alma.
Sou a Lua que muda, mas que fala com o Tempo
ele me entende, e não me apressa; ele me deixa ser eu mesma.
Sou cheia de dúvidas, sou vazia de garantias
Toda gestação se faz no escuro – é uma caixinha de surpresas.
Eu sou aquela que reflete o sol; sou o disco que oscila do dourado ao opaco.
Sou muitas, e a mesma; sou sua companheira de incerteza.
Dizem que sou a insegurança, mas também sou a beleza.
Sou a precursora do Sol, e filha da Estrela.
Comigo, o caminho é invisível, minha luz é emprestada;
sou também vida passada; meu instinto já sabe o destino.
Entre temores e ousadias, dou voltas na imaginação;
caldeirão de mistérios, ciranda de magia, círculo de poetas, guardiã de multiversos.
Sou a Lua eclipsada, a interface do oculto,
a face revelada, o segredo e os disfarces.
Estou acostumada com a penumbra, as provações, e o improvável.
Mas estou farta das provocações: me julgam traiçoeira e instável.
Eu, a Lua, sou o momento da vida em que tudo é temporário
– na verdade, a vida toda é esse tempo raro.
Eu, a Lua, sou a raridade: o satélite que trombou com a Terra
o útero, a fertilidade, a ancestralidade.
E venho te ensinar que você não precisa enxergar o fim do caminho,
confia!
Eu te desafio porque é na noite sombria que a luz se faz visível.
É no sombreado da cena que o segredo se apresenta.
Eu sou a Lua, sua força
de imaginar estradas diante do cascalho;
sua habilidade de sentir e dar sentido,
sua coragem de seguir em frente, mesmo andando de costas.
